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12/16/2013

Menina de Ferro - Final

Parte III : Me Encaixando
Demorou muito tempo para eu me encaixar de alguma forma na sociedade. Mas foi graças a minha "sabedoria", ou apenas pelo meu GPS de pulso, que eu descobri onde ficava Monster High. Eu estava com minha roupa normal azul marinha. Comecei a caminhar pelo corredor e olhava para cada local para ver como é, e acabei trombando em alguém. Era uma menina que aparentemente era uma dragona, tinha seus olhos azuis e cabelo branco. Ela era super simpática e já me deu um oi.
- Olá! Qual é o seu nome? - perguntou
- Injhi... Injhi Trojan e o seu?
- Meu nome é Lailly, mas me chame de Lay. - ela disse com um sorriso - Espere, seu nome é meio estranho. Vou te chamar de Esfinjhi.
Dei um risinho mas fiz que sim com a cabeça. Começamos a conversar e ela me apresentou suas outras amigas e amigos. Lana, Marilyn, Zendaya, Belle, Gilzen, Maddie, Matty... Me senti muito bem, é como se sentir finalmente aceita. Não havia ninguém com medo de mim, não tinha pessoas vingativas querendo me desmascarar com seus irmãos. Mas de certa forma ainda tinham inveja de mim por ser rica, mas eu nunca me importei por dinheiro. Dinheiro é necessário, mas não é tudo. Claro, não quero começar a dar lições de moral, mas é verdade. Sempre me sai muito bem nas aulas. Mas pelo menos todos sabiam o motivo. Eu era normal como qualquer outro monstro. O resto dessa história vocês já sabem. 
Para quem não sabe : amizades, festas, etc.

Menina de Ferro - Pt. 2

Parte II : Em meio aos Normies
Como eu já disse, eu já estudei com normies. Como eu já disse, eles tem medo do que não conhecem, e foi por esse motivo que eu fiquei uns meses sem ir para nenhum colégio. Ficava ali na minha cama. Eu queria chorar, eu queria demonstrar minhas emoções, mas ser um computador não é algo que seja tão bom. Imagine não poder sentir dor? Não poder sentir amor, ódio, alegria, tristeza? É impossível viver com isso, eu gostaria muito de saber o que era gostar de alguém, mas eu espero nunca mais sentir algo assim. Vou explicar o motivo. Quando eu estudava em meio aos normies, eu sempre tirava notas altíssimas. Nunca tirava menos que a nota máxima, já devem saber o motivo. Eu era muito popular, pelas minhas notas e pelas minhas ideias. Todos queriam fazer seus trabalhos comigo. Por mais que eles apenas estejam querendo de aproveitar da minha "sabedoria" é bom se sentir assim. Existia uma menina que se considerava a número um, e por isso ela me odiava, ela não aguentava alguém sendo mais ou melhor que ela. Ela também tinha um irmão, o irmão dela era lindo, ele era muito popular também. Um dia, enquanto eu estava sentada na minha carteira quase dormindo com a aula de álgebra, eu senti algo tocar em mim, e percebi que era um papel. Abri o papel e vi que tinha escrito :
"Admiro muito você. Na hora do intervalo poderíamos conversas na biblioteca? Estarei próximo a fileira 8 da sessão 3"
Fiquei muito feliz, e mal esperava para finalmente tocar o sinal para o intervalo. Mas parecia que as horas não passavam mais. Finalmente, o sinal tocou. Sai em disparada para a biblioteca e lentamente fui até a sessão 3 e a fila 8. Ali, eu vi o irmão da menina vingativa que me odiava. Ele estava folheando um livro, se virou para mim e deu um sorriso e começou a caminhar em minha direção. Eu fiquei sem ação então apenas abaixei a cabeça enquanto corava e ficava vermelha igual um tomate. Ele colocou lentamente seus dedos em meu queixo e levantou minha cabeça. Ele então me beijou por uns três segundos. Ele me abraçou e deu uma risadinha como se estivesse aliviado. Eu ainda não me mexia, eu não estava entendendo nada. Ele segurou minha mão e tirou lentamente o capuz, passou a mão pelo meu rosto, tirando minha maquiagem. Eu percebi tarde demais que era uma armação. Quando eu percebi, eu estava em meio a um monte de gente desesperada. Eu olhei para ele e fiquei com raiva, mas eu não podia demonstrar. A lente caiu dos meus olhos. Agora não tinha como me esconder. Todos já sabiam como eu realmente era agora. Simplesmente sai correndo. Minha vida para mim tinha acabado. Olhei para trás e eles estavam rindo de mim. Senti algo caindo dos meus olhos. Eu tinha chorado? Realmente eu tinha chorado. Parece que quando a emoção é forte... eu ainda não entendo. Mas de qualquer forma nunca mais vou para uma biblioteca por meio de um bilhete de um menino. E espero nunca me apaixonar, ou pelo menos achar que gosto de alguém. Bem, ainda tem a parte boa da minha vida. Como eu tinha muito dinheiro, eu mudei várias e várias vezes de escola, até que finalmente cheguei em Monster High. Mas isso é para a próxima...

Menina de Ferro - Pt. 1

Parte 1 : Chegando no Mundo
Minha vida sempre foi bem fácil, nasci de família rica, a mais rica do mundo, claro, Bill Gates, meu pai, quase transpira dinheiro de tão rico que ele é. Isso me impediu de fazer vários amigos pois eu troco muito de colégio até ver que me aceitam em tal lugar. Eu nunca consigo fingir que não sou um robô, eu usava lentes, mas elas sempre caiam e mostravam meus olhos reais. Eu usava capuz para esconder minhas orelhas, mas alguém sempre a tirava como fazia com todos apenas para zoar uns com os outros. Eu usava luvas para esconder o pequeno compartimento de cabos USB na minha mão, mas sempre eu tinha que tirar pois o professora não gostava. Eu me enxia de maquiagem cor-de-pele para esconder minha cor cinza, mas sempre saia. Tudo sempre dava errado no final, e tudo acabava com um monte de gente tendo medo de mim e correndo de um lado para o outro pedindo ajuda como se eu quisesse exterminá-la. Ainda não sei o motivo de terem tanto medo, mas de qualquer forma, eu não me importo. Estou escrevendo isso apenas para alguém entender como eu me sinto. Eu nem sei como eu nasci na verdade, eu não podia nascer de uma gravides porque sou um robô, minha mãe é uma deusa. A deusa da internet, Iny Trojan. A mais linda das deusas... Na minha opinião claro, pois ela é minha mãe, mas nunca tive a oportunidade de conhecê-la, meu pai me contou que ela era mesmo linda. Tinha cabelos negros e seus cabelos eram finos cabos, em seu pescoço tinha o compartimento de cabos USB, tinha dentes de teclado e sempre usava seu comprido vestido longo branco de teclados que caiam no chão e arrastavam sem sujar. Ela não usava sapatos, tinha a cor da "pele" mais clara que a minha, tinha seus olhos de arroba e em sua boca podíamos colocar algum CD para sair de seus ouvidos algum som. Como minha mãe era uma deusa, ela não podia viver entre eu e meu pai, então ela ficou onde ela sempre estava. No céu, ali, em cima das nuvens. Ela não queria virar uma mortal, ou ia acabar sumindo com toda a magia que era ser um computador. Ela escolheu ficar longe de mim, mas eu entendo, é muito bom ser um computador, apesar das dificuldades. É muito fácil pegar vírus, é muito fácil quebrar ou pifar. Mas como eu já disse, eu não me importo. Minha mãe ajudou os viajantes que tentavam criar os primeiros computadores dando á eles todos os utensílios que precisavam. Mas eu gostaria tanto que minha mãe soubesse como eu me sinto, como a última vez que eu fui em uma escola de Normies... Eles são horríveis, têm medo de tudo que não conhecem, acho ridículo, eles deviam ao menos saber antes de ter medo, antes de julgar... Eu conheci alguém que quis atormentar minha "vida". Um dia enquanto eu estava no banheiro, eu tinha tirado toda aquela tralha que usava para esconder quem eu sou, e ela estava ali, me espiando, achando a oportunidade perfeita para me desmascarar na frente de todos, mas isso está comprido demais... conto isso em outra hora... Vou começar a contar como eu me virei em tudo isso.